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24.9.2008MDIC e Receita Federal divulgam regulamento do Drawback Verde-Amarelo
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, o
secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, a secretária-executiva da Câmara de
Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, e a secretária da Receita Federal do Brasil, Lina
Vieira, anunciaram nesta quinta-feira (18/9), durante entrevista coletiva no MDIC, o início
das atividades do Drawback Verde-Amarelo.
O instrumento entrará em vigor a partir de 1º de outubro, quando exportadores brasileiros
poderão pedir a suspensão de tributos federais - Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social (Cofins) - para a compra de insumos nacionais destinados a produção de bens
exportáveis.
A portaria foi elaborada conjuntamente pelas secretarias de Comércio Exterior (Secex) do MDIC,
e da Receita Federal (RF), do MF, e deverá ser publicada no Diário Oficial da União na sexta-
feira (19/9). De acordo com avaliação da Secex, pelo menos cinco mil exportadores brasileiros
devem requerer imediatamente o benefício.
O Drawback Verde-Amarelo foi instituído pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP),
lançada em maio deste ano, e será um dos mecanismos utilizados para se alcançar a meta
estabelecida pela PDP, de colocar o País entre os 20 maiores exportadores mundiais. Hoje, o
país é responsável por 1,17% das exportações mundiais e pretende chegar a 1,25% do total
exportado, até 2010.
O novo regime contribui para a redução dos custos de produção e para o incremento da
competitividade dos produtos brasileiros em mercados estrangeiros, pois permitirá que os
insumos adquiridos no mercado interno e empregados na produção de bens exportáveis desfrutem
do mesmo tratamento tributário já concedido aos insumos importados, hoje beneficiados com o
regime do Drawback Importação.
Nova modalidade
Até hoje, o sistema de drawback em vigor permitia a suspensão, isenção ou restituição de
impostos federais - como o Imposto de Importação (II), o IPI, PIS e Cofins - apenas para a
compra de insumos importados utilizados na fabricação de produtos brasileiros destinados ao
mercado internacional. O governo prevê que a equiparação de tratamento tributário estimulará a
aquisição de insumos nacionais e contribuirá diretamente com a redução nos custos de produção
e, conseqüentemente, o aumento das exportações brasileiras.
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