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Por iniciativa dos empresários do segmento de abrasivos, nos idos de 1960, nasce uma associação 
Profissional da Indústria de Abrasivos. Posteriormente, os empresários sentiram a necessidade de 
transformar a Associação em Sindicato, obtendo em 15.01.1963, do Ministério do Trabalho e Previdência 
Social, a carta patente.

Hoje, juntamente com mais 129 Sindicatos que representam os interesses de diversos segmentos industriais 
compõe o Conselho de Representantes da FIESP-Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Embora surgindo como Sindicato de âmbito estadual, sempre representou a totalidade da Indústria de 
Abrasivos do País, por se concentrarem estas no Estado de São Paulo. Tendo em vista o surgimento de 
indústria de abrasivos em outros Estados, o Sindicato se transformou de Estadual para Interestadual da 
Indústria de Abrasivos, ampliando a base de representatividade, abrangendo os Estados de São Paulo, 
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco.

As indústrias do setor são consideradas de interesse nacional, por ocuparem posição estratégica no 
contexto industrial, sendo seus produtos, matérias-primas e ferramentas necessárias para qualquer 
atividade industrial do País.

O Sindicato foi constituído com prazo de duração indeterminado, para fins de estudo, coordenação, 
proteção e representação legal da categoria econômica da indústria de abrasivos e afins.

Ferramentas abrasivas são classificas em Lixas, Abrasivos de liga e grãos abrasivos.

Grãos abrasivos são ao mesmo tempo matérias primas para fabricação de lixas e abrasivos de liga como 
podem ser utilizados isoladamente em operações de lapidação e polimento. Lixas são também conhecidas 
como "abrasivos flexíveis" e são fabricados pela deposição em um costado (tecido, papel, fibra 
vulcanizada) de grãos abrasivos unidos por um adesivo (cola natural, resinas artificiais). Abrasivos de 
liga (em sua maioria conhecidos como "rebolos") são fabricados pela mistura de um elemento aglomerante e 
grãos abrasivos. Os elementos aglomerantes podem ser de natureza mineral que constituem as 
ligas "vitrificadas", quando os abrasivos de liga são queimados a altas temperaturas ou ligas frias 
quando os abrasivos de liga não são queimados em fornos. Os elementos aglomerantes também podem ser de 
natureza orgânica, Resinas Sintéticas, que vão formar os abrasivos de liga "resinoides" ou "orgânicos" 
ou de natureza metálica, utilizados na fabricação de alguns tipos de abrasivos diamantados.

Grãos abrasivos podem ser óxido de alumínio marrom, óxido de alumínio branco, carbureto de silício 
preto, carbureto de silício verde, abrasivos zirconados, diamantes naturais e artificiais e abrasivos 
especiais.

Os formatos de lixas podem ser folhas padronizadas, folhas especiais, correias de lixa também conhecidas 
como cintas, que podem ser "estreitas" ou "largas", discos, cones, tubos e rodas de flaps.

Os formatos de abrasivos de liga podem ser: Rebolos, Discos de corte, Discos de desbastes, Pontas 
montadas, Tijolos, Limas, Bastões, Brunidores, Serras diamantadas, Segmentos.

As matérias primas e insumos são nacionais e importadas.

A Industria de Abrasivos integra ao 10º Grupo - Indústrias Química e Farmacêuticas, conforme se observa 
do Quadro de Categorias Econômicas, a que se refere o artigo 577 da Consolidação das Leis do Trabalho.

No Estado de São Paulo, o SINAESP tem atuação marcante e presente junto a CEAG-10 (Comissão de Estudos e 
Assessoria do Grupo 10) na preparação, discussão e negociação dos acordos salariais com os respectivos 
Sindicatos dos Trabalhadores.

Em mais de 4 décadas de existência o SINAESP defendeu e continua defendendo os interesses dos 
empresários, representando a Indústria de Abrasivos junto aos organismos públicos nacionais e 
internacionais. Apenas para citar alguns dos eventos que esteve e continua presente:

- ABNT na elaboração de normas técnicas para a produção de abrasivos.
- CNI no encaminhamento de propostas para a ALCA e MERCOSUL.
- CIP no controle de preços.
- Órgãos de defesa do consumidor na concorrência desleal e em defesa da indústria nacional.
- Órgãos Públicos controladores de tributos, na adequação dos impostos incidentes sobre os produtos e 
aproveitamento de incentivos.
- Comissões de negociações sindicais na elaboração de normas coletivas de trabalho.
- Federação das Indústrias na obtenção de certificados de origem.
- Emissão de estatísticas do setor de abrasivos (produção, comercialização, importação, exportação).
- Orientação Fiscal e Legal.

 
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